O livro deste mês é de um dos autores mais aclamados da literatura estrangeira, Umberto Eco. Em o Cemitério de Praga o autor vai narrar personagens históricos em uma trama na qual se desenrola a história de complôs, enganos, falsificações e assassinatos, em que encontramos o jovem médico Sigmund Freud (que prescreve terapias à base de hipnose e cocaína), o escritor Ippolito Nievo, judeus que querem dominar o mundo, uma satanista, missas negras, os documentos falsos do caso Dreyfus, jesuítas que conspiram contra maçons, Garibaldi e a formação dos Protocolos dos Sábios de Sião. A única figura inventada nesse romance é o protagonista Simone Simonini, embora o autor defenda que basta falar de algo para esse algo passar a existir. Eco recria uma Europa em fins do século XIX, agitada pelo antissemitismo e pelo movimento de unificação italiano, do mesmo modo retrata uma Paris fervilhante, com atentados contra o governo de Napoleão III até pormenores arrepiantes da comuna de Paris. Há pessoas que gostam de Umberto Eco, há pessoas que não gostam e também há pessoas que tentam ler suas obras como individuais, isto é, sempre acreditando que uma pode acabar superando a outra. Cemitério de Praga é um exemplo disso. A melhor dica que eu posso lhes dar é: Compra e leia e depois tire as suas próprias conclusões. Nunca é demais ler e se não gostarem tudo bem, pelo menos podem dizer os pontos fracos do livro... Uma boa leitura a todos!!
O blog é sobre a cultura. Nacional e internacional. Geral e específica. Desde as tradicionais concepções de mitos, tradições, costumes e folclore de qualquer país. Até discussões sobre a culinária, literatura, cinema, festas, palestras, cursos, entre tantos outros temas da nossa vida cultural. Perguntamos: O que faríamos sem um pouco de cultura? Nada! Carecemos dela. Por isso abrimos este espaço. Para que todos nós possamos debater cada um desses assuntos. Seja bem-vindo!
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Quem sou eu...
- Ela...
- Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Brazil
- Será que sou normal? maluca? pessimista? otimista? sincera? ingrata? realista? cruel? amável? da esquerda? da direita? do centro? rica? pobre? religiosa? atéia? agnóstica? educada? ignorante? mal compreendida? Quem sabe? Simplesmente sou... Eu!
domingo, 11 de março de 2012
sexta-feira, 9 de março de 2012
Dia Internacional da Mulher
Parabéns a todas as mulheres... Não só pelo dia 8 de março, todavia pelos outros 364 dias do ano que trabalham, cuidam dos filhos, às vezes dos respectivos companheiros, organizam a casa e fazem mais umas duas mil tarefas diárias. Não é verdade? Claro que toda a regra tem exceções. Há mulheres cruéis, terríveis com seus familiares e não dão a mínima para muitas outras atividades. Porém, hoje, quero falar sobre a avó, mãe, irmãs, tias, primas, filhas, netas, amigas e diferentes formas de relacionamentos que existem. Achei que seria justo expor um poema que fale sobre cada tipo de mulher, afinal de contas cada uma de nós tem algo de especial e temos do mesmo modo diferentes formas de agir, por isso somos especiais. As nossas diferenças é que nos fazem ser tão apreciadas. Minhas palavras poderiam não dizer tudo ou se tornarem repetitivas, por isso aí vai um poema que escolhi com todo o carinho... Nada de feminismo e nada de machismo! Apenas uma simples reflexão. Parabéns a todas! Parabéns a todas as mulheres que conheço e convivo!
"A mãe e o pai estavam assistindo televisão quando a mãe disse:
- Estou cansada e já é tarde,vou me deitar !!!
Foi à cozinha fazer os sanduíches para o lanche do dia seguinte na escola, passou água nas vasilhas das pipocas, tirou a carne do freezer para o jantar do dia seguinte, confirmou se as caixas de cereais estavam vazias, encheu o açucareiro, pôs tigelas e talheres na mesa e preparou a cafeteira do café para estar pronta para ligar no dia seguinte.
Pôs ainda umas roupas na máquina de lavar, passou uma camisa a ferro, pregou um botão que estava caindo. Guardou umas peças de jogos que ficaram em cima da mesa, e pôs o telefone no lugar. Regou as plantas, despejou o lixo, e pendurou uma toalha para secar. Bocejou, espreguiçou-se e foi para o quarto. Parou ainda no escritório e escreveu uma nota para a professora do filho, pôs num envelope junto com o dinheiro para pagamento de uma visita de estudo e apanhou um caderno que estava caído debaixo da cadeira. Assinou um cartão de aniversário para uma amiga, selou o envelope, e fez uma pequena lista para o supermercado, colocou ambos perto da carteira.
Nessa altura, o pai disse lá da sala:
- Pensei que você tinha ido se deitar.
- Estou a caminho - respondeu ela. Pôs água na tigela do cão e chamou o gato para dentro de casa. Certificou-se de que as portas estavam fechadas. Passou pelo quarto de cada filho, apagou a luz do corredor, pendurou uma camisa, atirou umas meias para o cesto de roupa suja e conversou um bocadinho com o mais velho que ainda estava estudando no quarto. Já no quarto, acertou o despertador, preparou a roupa para o dia seguinte e arrumou os sapatos. Depois lavou o rosto, passou creme, escovou os dentes e acertou uma unha quebrada. A essa altura o pai desligou a televisão e disse:
-Vou me deitar.
E foi. Sem mais nada."
(Carlos Drummond de Andrade)
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